terça-feira, 9 de dezembro de 2008

bijuteria


querida você me abandonou

sentado aqui na tempestade

nem ao menos disse adeus


o vento frio me corta

tudo esta pelo avesso

o destino ficou mais distante



me mantive firme

sustentei o mundo nas costas

sem respostas, sorrindo...

pra não te ver chorar


mesmo cansado, continuei

tua tatuagem se apagou

as lágrimas se esvaem

o cavaleiro lutou pelo vidro

querida você se esquece

que minha armadura é de aço

e minhas armas de brinquedo

a alma se completa

mesmo sozinha





segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Prefácio


Difícil deixar de comparar as pessoas a livros

Livros verdadeiros, sem marmelada, tudo real e acontecendo nesse exato momento

Cada qual escrevendo suas paginas, errar pode, só não pode apagar

Escrevemos mesmo sem saber, quando dormimos, pois até mesmo os sonhos ficam gravados
Incrivel como cada um de nós protagonisa outras estórias

Nossa trama se entrelaça, nossas histórias se cruzam das maneiras mais inesperadas

Nada de cenas previstas, somente páginas inéditas, com as mais improvaveis encruzilhadas finais felizes e tristes, se é que que finais existem, porque estou convencido que começo não tem, é o oposto do universo

E nessa biblioteca há livros interessantíssimos, em vários idiomas, é verdade, contudo na mesma língua

Tem aqueles com belas capas, enormes ilustrações e um prefácio encantador, porém as histórias são enfadonhas, sem profundidade, sem verdade

Tem livros tristes, que choro só de olha-los, tem os engraçados e os sérios, que nem por isso deixam de ser cômicos

Os que eu mais gosto são aqueles que ficam em baixo na prateleira, que quase nimguém vê, suas páginas são amarelas, empoeiradas e corroidas por insetos, esses são mágicos, sempre têm algo interessante pra contar, são mágicos

Ah, mas tem um que é especial para cada um de nós, é aquele que guardamos na cabeceira da cama, e sempre antes de dormir lemos suas poesias. Digo poesia, porque nas suas palavras encontramos muito mais significado que em quaisquer outras.

E o mais bonito é quando dois passam a ser protagonistas na mesma estória contada por dois livros diferentes, são as mesmas notas musicais mesmo que em diferentes escalas

Assim é quando a gente entra em sintonia, e as paginas mais importantes são escritas

Daí, quando passo a escrever seu livro e você o meu, parece que meu personagem encontrou seu palco e se mostra infinito mesmo crendo-se finito



domingo, 19 de outubro de 2008

GOSTO DE PENSAR QUE SIM


Tenho a impressão de q não precisava tanto, não adianta toda essa distância, nem essa falta de coragem, pra que esse silêncio se a questão é justamente a saudade

Esses labios tão desnecessários, fazem a gente perder as asas, sobra só a carne

Erro grande foi ter acreditado que era pra sempre, parecia que aquela tarde ia ser eterna, mas o pior foi ter te esquecido, me perdi e quando voltei você ainda estava la, mas seu olhar ja tinha ido embora e levou com consigo seu coração

Me pego ainda hoje perguntando-me porque fiquei calado, quando na verdade deveria ter te beijado e te olhado daquele jeito que vc me olhava querendo que eu visse o quanto me amava

Meu Deus, pq essa dor não passa de uma vez e pronto? Se a verdade estivesse do meu lado seria mais facil, e ainda hoje você me rouba lagrimas, como se elas te pertencessem, me arranca um sorriso po!!! Nem precisa pedir, basta perceber que talvez eu merecesse uma chance, que talvez sua justiça e orgulho possam ceder ao amor

Ainda assim gosto de pensar em nós, os nós que tive que desatar para que pudesse te amar e todo meu gostar vc teu, exclusivo, aprendi a ser seu nó, daqueles de marinheiro

Gosto de pensar em nós, quando me deitava no seu peito e consiguia ouvir seu coração batendo e me pedindo para que o tratasse com a dignidade que ele merece

Foi assim que você me tranformou num homem, só não entendi a parte do final da história, justo quando me tornei lindo como você me quis desde o inicio

Tive que te perder pra ficar com você

Se valeu a pena

Gosto de pensar que sim

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Meu protesto


Veja só, você ai parado

esperando que as coisas mudem

quando quem tem que mudar é você

aquelas velhas piadas ja não servem mais

aquele sorriso mudou, nem pra melhor nem pra pior

apenas se adequou ao universo, que também se expandiu

você deixou que o tempo dentro de ti parasse, o relógio é o mesmo

mas precisa de pilhas novas, você não acha?


Me explica como !

Se continuo olhando o por do sol com o mesmo olhar

Se meu coração ainda bate no mesmo ritmo

Parece que prefiro continuar a ser criança num mundo de adultos

Talvez devesse falar menos, esconder dos gigantes meus sonhos

Mas sozinho eles me perseguem e por mais sangrenta que seja a batalha

quem ganha é sempre o mesmo campeão, que nunca aprendeu a ganhar

que insiste em ser perdedor mesmo diante de suas medalhas

me diz vc!!!! Que perde a graça de saber que ganhou mesmo perdendo

Que não chora suas derrotas, como eu choro minhas vitórias

Porque no meu choro há muito mais alegria que na sua gargalhada

Eu não me escondo de mim, acabei me encontrando escondido no meu própio labirinto

Por isso posso perder, porque eu me tenho

suas vitórias não te completam

como podes ganhar o que não se pode possuir?

se agarra em falsos tesouros, quando o unico tesouro esta em ti

o ferro enferruja, o papel se decompõe, nem os diamantes são eternos

e quando forem embora levarão com eles tudo que vc pensava que é

acha que o mar é entediante, a chuva vem do mesmo jeito, que o vento é insiguinificante

eu, porém digo, que o mar é um rei, as gotas da chuva nunca se repetem, e o vento vem carregado de sentimentos que você, por estar pensando no seu carro novo, não consegue sentir


sua busca é inútil

e talvez, a minha também

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ah, o amor.....


Amor? Começa com grandes palavras, continua com palavrinhas, termina com palavrões
Marie Sévigné Pailleron


O amor. Claro, o amor. Fogo e chamas por um ano, cinzas por trinta. Ele bem sabia o que era o amor
Lampedusa


Facilmente nos deixamos enganar por aquilo que amamos
Molière


Mora na filosofia: pra quê rimar amor e dor?
Monsueto


Amor é fogo que arde sem se ver
Camões


O mais irritante no amor é que se trata do tipo de crime que exige um cúmplice
Baudelaire


Todo homem é poeta quando está apaixonado
Platão


O amor, que não é mais do que um episódio na vida dos homens, é a história inteira da vida das mulheres
Madame de Stael


O único transformador, o único alquimista que muda tudo em ouro, é o amor. O único antídoto contra a morte, a idade, a vida vulgar, é o amor
Anaïs Nin


O amor é como a lua: quando cresce diminui
Paul Valéry


As duas cartas de amor mais difíceis de escrever são a primeira e a última
Petrarca


O verdadeiro amor é como a aparição dos espíritos: toda a gente fala dele, mas poucos o viram
La Rochefoucauld


Amor, encantadora loucura; ambição, grave tolice
Chamfort


Amar e odiar não são mais do que sentir com paixão o ser de um ser
Jouhandeau


Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal
Nietzsche


O amor é necessário, não é à toa que existem dois coringas no baralho

Fernão

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Ansiedade


Toca desgraçado

Toca se não eu não me aguento

Toca cinzento

Nem se toca

Feito cimento

Por quê dói no peito?

Aperta o coração

Nem da pra respirar

Parece que vai desmaiar

Bem podia ser no pé

Dói menos

Mesmo doendo igual

Mas no peito!!??

Não tem jeito

É foda

A cabeça viaja o mundo todo

Mas quem paga a conta é o coração


Toca maldito!!

Aí peço desculpa pelo que foi dito

Mas liga

Eu não ligo

Não é porque não quero

É porque não consigo

Essa porra não toca

Acho que estou de castigo

Melhor estudar

De acordo com o mundo, dá mais futuro

Mas nem entro no assunto

Deixa proutro dia

Tocaaaaaaaaaa!!!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

História para rir


Era uma vez uma princesa, que vivia numa torre bem alta, cercada por pastéis falantes, risóles, empadas, e todos esses animais comestíveis, além de um rio, preenchido por nada, o nada era tão fundo que se alguém olhasse pra ele poderia perder sua alma na imensidão e se tornaria um zumbi. Mas tinha também um príncipe, que não sabia que era príncipe, até ser condecorado com o título pelo sorriso da princesa que o fitava de longe quando ia a floresta pegar lenha para se aquecer no rigoroso inverno. Desde esse dia o novo príncipe, tomou como missão se casar com a princesa e decidiu ir ao encontro dela. Juntou todos os pepinos gigantes de que dispunha e com eles construiu uma ponte, com a ajuda de alguns mamutes verdes, para atravessar o rio de nada. No meio da travessia o medo o fez olhar para baixo, porém sua alma era tão grande que somente uma parte dela foi perdida na imensidão e ele conseguiu atravessar com segurança. Porém logo foi abordado por uma coxinha que exigiu credenciais, como não as tinha disse a coxinha que estava só de passagem e não iria demorar. Ao chegar na torre se deparou com um problema, como chegar até lá em cima. Então chamou a princesa e declarou seu amor lá de baixo mesmo, em meio as risadas de alguns brigadeiros ele percebeu que a torre afundou na terra 0,01 cm. A tristeza no príncipe só não era maior que seu amor pela princesa, e pensando, assim passou 15 anos declarando seu amor para a moça, aos risos e piadas dos salgadinhos e docinhos que passavam por ali diariamente. Enfim chegou o dia em que o príncipe, alcançou a princesinha, e fugiu com ela pela floresta de diamantes. No entanto percebendo ela que ele só tinha meia alma, cedeu gentilmente um pedaço da dela. Enfim chegaram a um lindo e florido vale, por onde corria um rio de iogurte e lá decidiram montar seu castelo e viveram felizes para sempre. Porém o que o príncipe não sabia era que naquela terra o sempre durava só nove anos e meio. E na manhã do primeiro dia depois do sempre o príncipe percebeu que a princesa tinha ido embora ao ler o seguinte bilhete escrito numa folha de alface, o que era muito comum naquela região,
“Plebeu, fui embora, a torre era mais quente, aqui faz muito frio, não me procure, pois estarei bem e feliz ao lado de algumas empadas de frango. Ah, e peguei meu pedaço de volta”

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Verdade crua


A verdade seja dita

Fresca e crua

Pode ser escrita

Mas que venha nua

Despida de adornos

Busca infinita

Sem volta

Será o câncer, a morte ou a indiferença

Que seja!

Contanto que não me enganem

Venha!

Como um homem sisudo

Para dar o desfecho

E abrir outra janela

Sai por ela quem quer

Pode chegar de repente

Quem liga?

Tudo na vida vem de repente

Afinal, o plano perfeito não existe

Se contradiz

Pura e simplesmente

Venha ela de carona

Com a morte ou com a vida

Alegria ou agonia

Pra que demorar, enfeitar, amenizar?

Se vem pra gente

nós à merecemos