
Era uma vez uma princesa, que vivia numa torre bem alta, cercada por pastéis falantes, risóles, empadas, e todos esses animais comestíveis, além de um rio, preenchido por nada, o nada era tão fundo que se alguém olhasse pra ele poderia perder sua alma na imensidão e se tornaria um zumbi. Mas tinha também um príncipe, que não sabia que era príncipe, até ser condecorado com o título pelo sorriso da princesa que o fitava de longe quando ia a floresta pegar lenha para se aquecer no rigoroso inverno. Desde esse dia o novo príncipe, tomou como missão se casar com a princesa e decidiu ir ao encontro dela. Juntou todos os pepinos gigantes de que dispunha e com eles construiu uma ponte, com a ajuda de alguns mamutes verdes, para atravessar o rio de nada. No meio da travessia o medo o fez olhar para baixo, porém sua alma era tão grande que somente uma parte dela foi perdida na imensidão e ele conseguiu atravessar com segurança. Porém logo foi abordado por uma coxinha que exigiu credenciais, como não as tinha disse a coxinha que estava só de passagem e não iria demorar. Ao chegar na torre se deparou com um problema, como chegar até lá em cima. Então chamou a princesa e declarou seu amor lá de baixo mesmo, em meio as risadas de alguns brigadeiros ele percebeu que a torre afundou na terra 0,01 cm. A tristeza no príncipe só não era maior que seu amor pela princesa, e pensando, assim passou 15 anos declarando seu amor para a moça, aos risos e piadas dos salgadinhos e docinhos que passavam por ali diariamente. Enfim chegou o dia em que o príncipe, alcançou a princesinha, e fugiu com ela pela floresta de diamantes. No entanto percebendo ela que ele só tinha meia alma, cedeu gentilmente um pedaço da dela. Enfim chegaram a um lindo e florido vale, por onde corria um rio de iogurte e lá decidiram montar seu castelo e viveram felizes para sempre. Porém o que o príncipe não sabia era que naquela terra o sempre durava só nove anos e meio. E na manhã do primeiro dia depois do sempre o príncipe percebeu que a princesa tinha ido embora ao ler o seguinte bilhete escrito numa folha de alface, o que era muito comum naquela região,
“Plebeu, fui embora, a torre era mais quente, aqui faz muito frio, não me procure, pois estarei bem e feliz ao lado de algumas empadas de frango. Ah, e peguei meu pedaço de volta”
“Plebeu, fui embora, a torre era mais quente, aqui faz muito frio, não me procure, pois estarei bem e feliz ao lado de algumas empadas de frango. Ah, e peguei meu pedaço de volta”

