quinta-feira, 26 de junho de 2008

Verdade crua


A verdade seja dita

Fresca e crua

Pode ser escrita

Mas que venha nua

Despida de adornos

Busca infinita

Sem volta

Será o câncer, a morte ou a indiferença

Que seja!

Contanto que não me enganem

Venha!

Como um homem sisudo

Para dar o desfecho

E abrir outra janela

Sai por ela quem quer

Pode chegar de repente

Quem liga?

Tudo na vida vem de repente

Afinal, o plano perfeito não existe

Se contradiz

Pura e simplesmente

Venha ela de carona

Com a morte ou com a vida

Alegria ou agonia

Pra que demorar, enfeitar, amenizar?

Se vem pra gente

nós à merecemos